Marcas e arte: citações que não têm preço
Empresas pagam caro, muito caro, para ter suas marcas relacionadas a obras artísticas. O merchandising movimenta dólares à vontade e muitos setores da indústria cultural, bancando a produção de filmes, peças, programas de TV.
Há desde publicidade tosca a casos bem interessantes nessa relação, como o novo curta-metragem de Spike Jonze, I’m Here. Bem aceito pela crítica, o filme disponível on-line é totalmente patrocinado pela vodka Absolut, mesmo apresentando um conteúdo sem ligação direta com a bebida. É o simples vínculo com o bom produto que compensa o investimento.
Então imagine a felicidade que deve ser quando uma marca ganha espaço, assim, naturalmente, num produto cultural conceituado? É o que acontece no livro O Casamento, de Nelson Rodrigues, publicado em 1966. “O que Sabino não entendia era aquele esparadrapo branco, escandaloso. Por que não “band-aid” cor-de-carne? Antes de entrar, jogou fora outro cigarro que começara a fumar”.

O dramaturgo poderia ter usado “curativo”, mas optou pelo nome específico do produto da Johnson & Johnson, que já acumula, pasmen!, 75 anos de criado. Tudo bem que existe o fato de o romance não ter nada de propagador dos bons costumes – aborda perversão e adultério, só para citar algumas temáticas. Então, talvez os empresários não tenham ficado muito felizes na época. Mas hoje, podem se gabar: o band-aid® está numa obra de Nelson Rodrigues e ponto.
No caso das sopas Campbell, não houve insatisfação quando Andy Warhol lançou a obra “Campbell’s Soup Cans”, em 1962. Não à toa, o gerente de marketing da fabricante mandou uma carta (vi no Update or Die) super elogiosa para o artista, agradecendo a abordagem das latas de sopa de tomate na obra de arte. Quem, como eu, já não quis experimentar? A carta era o mínimo que se podia fazer: essa publicidade não tem preço.

Alguém dá mais exemplos de citações despretensiosas? Vale até Coca-Cola.




te Nicole Wong no Senado dos Estados Unidos. A empresa esclareceu que a origem da denúncia se deveu a uma decisão judicial em 2007 do Juzgado de lo Mercantil número 2 de Barcelona, que autorizou o bloqueio dos blogs Boicot-Ya.blogspot.com e HastalosHuevos.com.blogspot.com, que estavam ancorados ao Blogger, serviço gratuito do Google. A alegação do juiz era que tais blogs incitavam ao boicote a produtos catalães. Foi um caso absolutamente isolado e a equiparação da Espanha com esses outros países é no mínimo desproporcional. Acontece num momento em que se discute a possibilidade das operadoras cobrarem dos buscadores.
Desde que comecei a trabalhar em propaganda escuto essa conversa de respeito pelo trabalho criativo das agências. Essa semana, pela primeira vez, experimentei isso do outro lado da mesa. Ontem recebi uma agência aqui de Vancouver que andava prospectando a empresa onde trabalho. Apesar de não estar procurando por nenhuma agência acabei atendendo o pessoal para não ser rude. Pois bem, os dois atendimentos passaram pela conversinha curta e entraram no portfólio. Durante a apresentação colocaram que a política da agência era apresentar 3 idéias para cada projeto. Para exemplificar, mostraram o desenvolvimento de uma marca, com as tais 3 idéias. Aí mesmo eu já me perguntei, porque um idiota de um cliente paga a criação, produção e apresentação de 3 idéias completamente diferentes para cada projeto quando na verdade ele precisa de apenas uma solução: a melhor. Entendo que para chegar a melhor solução a gente tenha que pensar em vários caminhos diferentes, não 3, mas 10, 15, 20… Mas de pensar em varias estratégias a gastar energia, tempo e dinheiro em produzir varias soluções para impressionar o cliente há uma grande diferença.